“Filhos do Linux”: será que eles se dão bem com o Windows?

wtf? South America?

Após uma curta troca de emails com uma empresa dos EUA, recebo hoje um email deles sobre umas condições de parceria revenda dos produtos deles em Portugal, e qual não é o meu espanto, quando leio…. isto:

we are trying to develop reseller in South America.

Somos mesmo pequeninos….

Agora percebo porque é que estes gajos não encontraram ainda revendedores na América do Sul…. andam a procurá-los NA EUROPA!!

Gestores de Conteúdos Open Source – UPT

Estive hoje na UPT para participar num seminário organizado pelo Departamento de Inovação Ciência e Tecnologia.

O seminário era de apenas 1 hora, e o tema era “Gestores de Conteúdos Open Source”, e tinha ainda que falar de um caso prático, o DRUPAL.

No global correu bem. Deu para matar saudades do sítio, das instalações. Está praticamente tudo igual, mas eu estou mais velho :-)

O que não me espantou mesmo nada, foi ver a fraca adesão. Nem por terem direito a créditos, ou por ser de presença “obrigatória” uma vez que as aulas que estejam a ser dadas a essa hora são substituídas pelos seminários fez com que houvesse mais adesão. Esta juventude limita-se ao que lhes dão nas aulas, sem sentirem qualquer necessidade de ampliar conhecimentos, experimentar, conhecer… não entendo. Depois não admira que dentro da sala, tirando 2 alunos que eu tenho a certeza que sabiam do que eu estava a falar, a audiência toda não conheça a empresa/marca/nome “REDHAT”… nunca ouviram falar…

De qualquer das formas, foi interessante a experiência.

Dever cívico?

Durante o mês que antecedeu as eleições, todos os políticos sem excepção, fartaram-se de me atirar à cara, e a todos os Portugueses, que era nosso dever cívico votar…. não podiamos simplesmente ficar em casa, tinhamos que fazer o nosso dever cívico, dever cívico, dever cívico…etc. O “dever cívico” encheu a boca a todos.

Já passou um mês das eleições, há outdoors das eleições ainda espalhados por toda a cidade. Outdoors que se estão literalmente a desfazer. Alguns com a estrutura em ferro de tal maneira degradada que se tornam perigosos com o tempo que tem estado. Há lixo desses mesmos outdoors por todo o lado. Durante as eleições, foi “desperdiçado” MUITO papel. Não foi sequer usado papel reciclado (salvo algumas excepções), havia publicidade impressa por todo o lado…

Agora pergunto eu, não é também um dever cívico da classe política, limpar a porcaria que fizeram?

ZON – uma questão de português

Um pouco contra a minha vontade, mas acabei por aceder a migrar de TVTEL para ZON. Apesar de as duas empresas serem do mesmo grupo agora, fui “forçado” a mudar.

Contratei o pacote que inclui os 3 serviços: Televisão + Internet + Telefone, sendo que este último tem chamadas gratuitas à noite.

Até aqui tudo bem, até ao dia em que me vieram fazer a instalação.

Primeiro foi à televisão: instalaram uma powerbox que trouxeram, actualizaram, configuraram e consegui ver os canais na televisão…
De seguida foi a internet: instalaram o modem deles, actualizaram, configuraram e consegui aceder à internet.

E pronto, deram tudo por concluído. Até que eu perguntei pelo telefone, e para meu espanto dizem-me que não há nenhum telefone, porque eu não pedi. Que o que eu contratei foi o serviço de telefone, e esse está disponível, só tenho que ter um telefone e ligá-lo ao modem. Eu só pedi o serviço de telefone.

Se calhar isto parece estúpido só aos meus olhos, mas…
– Eu só pedi o serviço de televisão, mas para conseguir usar, tiveram que me colocar uma powerbox (eu não a pedi)
– Eu só pedi o serviço de internet, mas para conseguir usar, tiveram que me colocar um modem (eu não o pedi)
– Eu só pedi o serviço de telefone, mas para conseguir usar… é problema meu.

Ou seja, a ZON “borrou” a fotografia por 2€ ou 3€ que é o preço de custo de um telefone básico, com fios, que serve apenas para fazer telefonemas. E se eu quisesse um telefone cheio de mariquices, aí sim pagava um extra (da mesma forma que pago extra para Box HD, ou para Model Wireless).

Não bastava isto, no dia que activaram o serviço, perguntei qual era o meu número de telefone novo. Resposta do técnico: “ligue para o seu telemóvel, e aparece lá o número, é assim que eu faço para saber também”.

Fiz isso, anotei o novo número, avisei todos os meus contactos da mudança, problema resolvido. Passado 1 semana, recebo um SMS que me diz: “A portabilidade do seu número foi concluída com sucesso”

Volto a fazer o teste… e estou com o número antigo da TVTEL. Ou seja, fizeram portabilidade, sem me perguntar, sem me pedir, sem qualquer autorização.

Noite de eleições: sic.sapo.pt

Server Too Busy

TVI e RTP, estão extremamente lentos, e mal abrem. A TVI ainda consegue abrir uma página em flash, que me deixa seleccionar o concelho, mas depois não retorna os resultados.

Ainda bem que posso acompanhar as notícias “minuto a minuto”.

Review Linux2009

Foi no passado dia 24 de Setembro, em Lisboa o evento LINUX2009 – VII Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta, organizado pela Caixamágica e Sybase.

Fui até lá com um amigo, e no geral não desgostei.

A versão longa das coisas, pode ser vista aqui. Eu escrevo apenas a minha opinião resumida:
- Microsoft, mais valia não estarem presentes. Quando lhes falam que a implementação que fizeram dos standards não foi bem feita, o senhor que os representava teve a lata de dizer “obrigaram-nos a fazer, nós fizemos, agora não está bem feito, ainda temos muito que trabalhar”. Ora bem, quando estes artistas simplesmente não conseguiram no caso do Excel, fazer com que um documento que tenha uma fórmula com um simples somatório, fique com a fórmula, simplesmente importa o resultado final. Dá-me vontade de lhe responder: “estão aqui 2 batatas cruas, isto vai ser o seu almoço. Já é um começo, é dali que vai sair um belo puré daqui a algum tempo, não me pode é pedir tudo duma vez”.

- Novell, bem aqui consigo ser mais dramático e apelidá-los de “Microsoft biatchs!” Nítidamente venderam-se à Microsoft. Aliás, não se venderem, a Microsoft é que os salvou de se afundarem de vez, e injectou lá alguma “saúde”, por isso os senhores estavam a fazer o papel deles, e não podiam cuspir no prato que lhes dá de comer.

- Scalix, o rapazinho tem jeito, e gostei do que vi.

- Redhat. Ok, ele é nitidamente um evangelista, e tem jeito para o trabalho dele, mas um bocadinho menos de palhaçada não lhe ficava mal.

Quanto à organização. Atrasos, desculpas pelos atrasos, e mais atrasos. Mesmo atrasados, não via muita preocupação dos organizadores e intervenientes em restabelecer a normalidade.

Por último as coolsessions, se calhar eu é que ia com uma ideia errada, e pensava que se ia pôr “as mãos na massa” mas afinal parecia o intervalo das novelas na TVI carregadinho de publicidade. Aliás, não se davam casos concretos, nem se viam detalhes, pelo menos nas sessões que vi, foram apresentações comerciais, e um bocadinho de nada narcizistas.

Ligação VPN no CentOS

Instalei recentemente no meu desktop o CentOS 5.3 com o KDE.

Já há algum tempo que não usava o Linux no Desktop, apesar de diáriamente o usar, em grande parte do meu tempo, mas sempre por ligação a máquinas que não possuem ambiente gráfico.

Assim que terminei a instalação, primeiro ponto que precisei foram os drivers da NVIDIA, mudar runlevel, instalar os pacotes do kernel necessários e o gcc (atenção ao kernel que estão a usar, porque no meu caso estou a usar o kernel-PAE e por isso tive que instalar o kernel-PAE-devel), e ficaram instalados.

Próximo passo, que preciso MESMO de ter, é ligação à VPN da empresa. E isso sim, pensei que já estaria mais simplificado, ou que já haveriam GUI para tudo e mais alguma coisa. Pelos vistos enganei-me. Ainda tem que ser tudo “à mão”, e na consola.

Encontrei este artigo, que ensina tudo. E depois de o seguir, configurar o routing e… pimba, já está!

Já faltava um interface bonitinho e simples para configurar a ligação VPN, ou há e eu é que não encontrei?

RDP 7 no Vista

O Windows7 vai trazer algumas novidades, e algumas eu confesso desde já que acho boas novidades, como é por exemplo o caso da calculadora, que é sem dúvida 1000 vezes melhor que a tradicional que existia no XP, Vista, etc.

Outra das novidades, é o cliente de Remote Desktop, que traz de novo:

* Windows 7 Aero support
* Direct 2D & Direct 3D 10.1 application support
* True multi-monitor support
* RDP Core Performance Improvements
* Multimedia enhancements
* Media Foundation support
* DirectShow support
* Low Latency audio playback support
* Bi-directional audio support

Para os menos aventureiros que ainda não estejam a usar o 7, mas queiram desde já ter este novo cliente no Vista, aqui fica como podem fazer.

Criar uma directoria para colocar os ficheiros (Não colocar dentro da system32 porque dá problemas)
De uma instalação de Windows 7, copiar os ficheiros mstsc.exe e mstscax.dll que estão dentro de C:\windows\System32
Dentro da directoria criada, criar uma subdirectoria com o nome en-US, e copiar de um Windows 7 os ficheiros mstsc.exe.mui e mstscax.dll.mui que estão dentro de c:\windows\System32\en-US

Um dia de um português tipo

Hoje recebi este email… dá que pensar…

O António, depois de dormir com uma almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina  (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e colocou um magnífico relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia; consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pelo rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e continuou a sua procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, apesar dos muitos contactos feitos com o telemóvel (Made in Finland) e, após jantar uma pizza pré-congelada (Made in Italy) que aqueceu num micro-ondas (Made in Malasya) o António decidiu começar a relaxar.

Vestiu o pijama (Made in Vietnam), calçou umas sandálias (Made in Brazil), sentou-se no sofá (Made in Denmark), serviu-se de um whisky (Scotland origin), ofereceu um copo de vinho (produced in Chile) à sua “mais que tudo”, ligou a TV (Made in Indonesia) e deitou-se a pensar porque é que eu não consigo encontrar um emprego em PORTUGAL…?

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