lost+found resumido e simplificado

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Sempre que dou formação de Linux System Administration, um dos primeiros módulos tem a ver com a gestão de storage local. Uma das perguntas que surge quase sempre tem a ver com uma diretoria lost+found que aparece dentro de uma partição acabada de criar, assim que lhe é atribuído um filesystem.

Se corrermos o fsck (commando que permite verificar e corrigir o nosso filesystem), é provável que ele encontre fragmentos de dados que não estão referenciados em lado nenhum no filesystem. O fsck pode encontrar dados de um ficheiro completo mas que não está no sistema. Estes dados usam espaço, mas não estão acessíveis normalmente.

Se durante o fsck optarmos por fazer o repair do filesystem, ele vai recuperar estes “quase ficheiros” em ficheiros. O problema é que estes ficheiros tinham um nome, e uma localização no filesystem, mas essa informação já não está disponível, por isso o fsck vai colocar estes ficheiros numa diretoria específica, chamada lost+found.

Os ficheiros que aparecem dentro desta diretoria, são tipicamente ficheiros que não estão linkados mas que ainda se encontravam em uso por algum processo (o que faz com que os dados não tenham sido eliminados) numa altura em que o sistema tenha bloqueado inesperadamente (por exemplo com um kernel panic, ou uma falha de energia).

Outra hipótese de termos ficheiros dentro do lost+found, é no caso de termos o filesystem com inconsistências devido a um erro no software ou mesmo no hardware. Se for este o caso, é uma forma de encontrar ficheiros que se perderam, mas que o fsck conseguiu recuperar.

Os ficheiros podem (ou não) conter dados úteis, mas mesmo que contenham podem estar incompletos ou desatualizados, depende de quão corrompido estava o filesystem.

Por último, se acidentalmente apagarmos a diretoria lost+found, esta não deve ser recreada com o comando mkdir, mas sim usando o mklost+found.

 

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