lost+found resumido e simplificado

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Sempre que dou formação de Linux System Administration, um dos primeiros módulos tem a ver com a gestão de storage local. Uma das perguntas que surge quase sempre tem a ver com uma diretoria lost+found que aparece dentro de uma partição acabada de criar, assim que lhe é atribuído um filesystem.

Se corrermos o fsck (commando que permite verificar e corrigir o nosso filesystem), é provável que ele encontre fragmentos de dados que não estão referenciados em lado nenhum no filesystem. O fsck pode encontrar dados de um ficheiro completo mas que não está no sistema. Estes dados usam espaço, mas não estão acessíveis normalmente.

Se durante o fsck optarmos por fazer o repair do filesystem, ele vai recuperar estes “quase ficheiros” em ficheiros. O problema é que estes ficheiros tinham um nome, e uma localização no filesystem, mas essa informação já não está disponível, por isso o fsck vai colocar estes ficheiros numa diretoria específica, chamada lost+found.

Os ficheiros que aparecem dentro desta diretoria, são tipicamente ficheiros que não estão linkados mas que ainda se encontravam em uso por algum processo (o que faz com que os dados não tenham sido eliminados) numa altura em que o sistema tenha bloqueado inesperadamente (por exemplo com um kernel panic, ou uma falha de energia).

Outra hipótese de termos ficheiros dentro do lost+found, é no caso de termos o filesystem com inconsistências devido a um erro no software ou mesmo no hardware. Se for este o caso, é uma forma de encontrar ficheiros que se perderam, mas que o fsck conseguiu recuperar.

Os ficheiros podem (ou não) conter dados úteis, mas mesmo que contenham podem estar incompletos ou desatualizados, depende de quão corrompido estava o filesystem.

Por último, se acidentalmente apagarmos a diretoria lost+found, esta não deve ser recreada com o comando mkdir, mas sim usando o mklost+found.

 

Trocar a password de root no CentOS 6

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Trocar a password de root a uma máquina linux é relativamente simples. Há muitas alternativas, e opções, mas a mim interessam-me as mais simples.

Se estivermos logados na máquina, basta escrever “passwd” e colocar 2 vezes a password. Até aqui é pacífico. E se tivermos mesmo perdido a password, e não estamos logados?

A opção mais simples, é arrancar em single mode. Basta fazer CTRL+ALT+DEL uma vez, a máquina vai reiniciar-se, e quando aparecer a informação do GRUB, carregas na tecla “e” na linha do kernel que queremos iniciar.

De seguida, seleccionamos o kernel, e novamente “e”, e acrescentamos ao final o seguinte: single.

Isto é pacífico para quase todas as distribuições. O que eu descobri entretanto, é que se tivermos uma máquina CentOS 6, acabada de instalar, isto não vai funcionar, a não ser que desactivemos o SELINUX. Assim, no final temos que colocar: single selinux=0.

Basta depois carregar em ESC uma vez para voltar atrás, e tecla “b” para “bootar” o kernel.

Aparece uma prompt, e basta digitar o comando passwd.

Tudo mete água, depois é isto…

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Pessoas inconscientes, governantes desgovernados… tudo a meter água. Impressionante a falta de coerência num curto de espaço de tempo.

Eu não vou aumentar impostos…. (pausa de poucos dias)….. eu já aumentei os impostos! É assim que se governa em Portugal. Depois, é lógico o nível da água suba.

Isto é a Praia da Vagueira, hoje, dia 13 de Maio

O areal simplesmente desapareceu! Esta praia tinha um areal enorme, e agora está assim.

Linux num MacMini

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Tinha um MacMini PPC, disco de 80 Gb, 1 Gb de RAM, parado em cima da minha secretária. Precisava de uma máquina para as minhas brincadeiras e testes. Procurei informação, e descobri que sem muito trabalho era possível ter o Ubuntu Server a correr nesta máquina.

Download da ISO do site, gravei o CD.. et voila!

Linux server 2.6.31-14-powerpc #48-Ubuntu Fri Oct 16 14:11:44 UTC 2009 ppc

A versão mais recente que encontrei para download da ISO foi a 8.04. Instalei essa, e depois meia dúzia de apt-get’s… e está feito: Ubuntu 9.10 Server, up & running.

Confesso que sou um utilizador de linuxes com sabor REDHAT desde 1996, e o processo de habituação ao apt-get, entre outras coisas vais ser complicado, mas a essência é a mesma.

wtf? South America?

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Após uma curta troca de emails com uma empresa dos EUA, recebo hoje um email deles sobre umas condições de parceria revenda dos produtos deles em Portugal, e qual não é o meu espanto, quando leio…. isto:

we are trying to develop reseller in South America.

Somos mesmo pequeninos….

Agora percebo porque é que estes gajos não encontraram ainda revendedores na América do Sul…. andam a procurá-los NA EUROPA!!

Gestores de Conteúdos Open Source – UPT

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Estive hoje na UPT para participar num seminário organizado pelo Departamento de Inovação Ciência e Tecnologia.

O seminário era de apenas 1 hora, e o tema era “Gestores de Conteúdos Open Source”, e tinha ainda que falar de um caso prático, o DRUPAL.

No global correu bem. Deu para matar saudades do sítio, das instalações. Está praticamente tudo igual, mas eu estou mais velho 🙂

O que não me espantou mesmo nada, foi ver a fraca adesão. Nem por terem direito a créditos, ou por ser de presença “obrigatória” uma vez que as aulas que estejam a ser dadas a essa hora são substituídas pelos seminários fez com que houvesse mais adesão. Esta juventude limita-se ao que lhes dão nas aulas, sem sentirem qualquer necessidade de ampliar conhecimentos, experimentar, conhecer… não entendo. Depois não admira que dentro da sala, tirando 2 alunos que eu tenho a certeza que sabiam do que eu estava a falar, a audiência toda não conheça a empresa/marca/nome “REDHAT”… nunca ouviram falar…

De qualquer das formas, foi interessante a experiência.